PERFIL DO ARTISTA
Dayane Dantas

Artista visual | Aracaju-SE | Nasc. 1989
Dayane Dantas é artista visual, realizadora audiovisual e fotógrafa sergipana. Atua no campo do audiovisual desde 2014, desenvolvendo uma trajetória marcada pela articulação entre arte e vida como formas indissociáveis de expressão, registro e elaboração sensível da experiência.
Sua produção transita entre o documentário, o experimental e a fotografia, com atenção especial às narrativas de memória, identidade e território. Dirigiu o curta experimental Rios que Correm (2021), obra que investiga fluxos, atravessamentos e permanências a partir de uma abordagem sensível e poética da imagem. Em 2018, realizou o documentário Xokós – 38 anos de (re)conquista da Ilha de São Pedro, que registra a luta, a história e os processos de resistência do povo Xokó, reafirmando seu compromisso com narrativas coletivas e com a valorização de saberes tradicionais.
Ao longo de sua trajetória, colaborou em diversas produções audiovisuais sergipanas, atuando em múltiplas funções técnicas, como captação de imagem, som direto, câmera e direção de fotografia em curtas-metragens e videoclipes. Essa atuação múltipla reflete uma prática integrada, em que o domínio técnico dialoga com uma escuta sensível dos corpos, dos espaços e das histórias narradas.
Em 2025, realizou a segunda direção e a direção de fotografia do filme Corpo Memória, Caminhar de Volta para Casa, aprofundando sua investigação sobre corpo, lembrança e retorno, tanto no sentido físico quanto simbólico. Paralelamente ao audiovisual, desenvolve trabalhos autorais em fotografia, além de assinar fotografias still para projetos audiovisuais, expandindo sua pesquisa visual para diferentes formatos e suportes.
Dayane também atua no campo da produção cultural e da curadoria. Em 2021, produziu e apresentou o podcast Sergipretas, dedicado a dar visibilidade às vozes, trajetórias e experiências de mulheres negras em Sergipe. Em 2024, integrou a curadoria e a produção da Mostra Ojú – Olhares de Terreiro, iniciativa voltada à valorização de produções audiovisuais atravessadas por saberes de matriz africana e pelas vivências de terreiro.
Sua trajetória evidencia um fazer artístico comprometido com a memória, com o fortalecimento de narrativas negras e com a construção de espaços de visibilidade para histórias frequentemente silenciadas, utilizando o audiovisual e a fotografia como ferramentas de registro, escuta e reexistência.
OBRAS DA ARTISTA
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Técnicas
Audiovisual experimental; documentário; direção; direção de fotografia; captação de imagem; som direto; câmera; fotografia autoral; fotografia still; produção audiovisual; curadoria e mediação cultural.
Temas
Memória, território, identidade, corpo, ancestralidade, narrativas negras, vivências coletivas, pertencimento, cultura tradicional e processos de resistência.
Exposições mapeadas
Galeria de Arte J. Inácio
• Eu, barro vermelho que faz mulher– 2021
Outras exposições e circulações
- Direção do curta experimental Rios que Correm (2021).
• Direção do documentário Xokós – 38 anos de (re)conquista da Ilha de São Pedro (2018).
• Segunda direção e direção de fotografia do filme Corpo Memória, Caminhar de Volta para Casa (2025).
• Produção e apresentação do podcast Sergipretas (2021).
• Curadoria e produção da Mostra Ojú – Olhares de Terreiro (2024).
• Atuação técnica em curtas-metragens e videoclipes (imagem, som, câmera e fotografia).
• Produção autoral em fotografia e fotografia still para projetos audiovisuais.
Fontes
- Informações fornecidas pela artista.
• Registros de produções audiovisuais e curadorias realizadas pela artista.
• Projetos autorais e colaborativos desenvolvidos em Sergipe. - Levantamento realizado no âmbito do projeto





